Comum na cesta de consumo de todos os brasileiros, o leite é assunto que rende algumas dúvidas quanto a sua total eficácia no benefício para a saúde.
O fato é que leite é bom para todos, mas também não é remédio para tudo. Confira a lista de mitos e verdades sobre o leite que a VALEDOURADO preparou para você!
Verdade. Segundo os cientistas, a ingestão de produtos lácteos reduz o risco de síndrome metabólica - uma série de sintomas que aumentam a probabilidade de doenças cardíacas e diabetes. Eles constituem parte importante de uma dieta saudável, balanceada, e a recomendação é de consumir 2 a 3 porções de produtos lácteos magros por dia. Manter peso saudável pela dieta e pela atividade física são pontos vitais na redução do risco do desenvolvimento de diabetes tipo 2.
Mito. A falta de consumo do leite e derivados durante a gestação coloca em risco o infante (feto) em uma série de deficiências nutricionais. Portanto, fica mais do que evidente que é necessário, se não premente, que a gestante tenha de consumir este grupo de alimentos construtores tão importantes obrigatoriamente, deixando de fazê-lo somente por intolerância à lactose ou alergia ao leite, ou outros problemas decorrentes desta ingestão, casos raros na vida prática.
Verdade. Osteoporose é uma doença na qual os ossos se tornam mais frágeis e suscetíveis às fraturas. Ossos saudáveis necessitam de dieta bem balanceada, incorporando minerais e vitaminas de diferentes grupos alimentares, especialmente para garantir que a dieta seja rica em cálcio. As melhores fontes de cálcio são leite e derivados, prontamente absorvidos pelo organismo e que dão aos ossos sua força e exercem papel importante na estrutura, no desenvolvimento e na manutenção dos tecidos ósseos.
Verdade. Em termos de risco de câncer, laticínios e cálcio demonstraram tanto efeitos protetores quanto danosos. Mas os benefícios totais na saúde comprovados superam os danos não comprovados. As evidências sugerem que laticínios e cálcio têm papel protetor na prevenção do câncer colorretal.
Mito. Na época da escravidão, os senhores de engenho, preocupados em diminuir o consumo de leite por parte dos escravos (quanto menor o consumo, maior a sobra para comercialização) e sabedores da grande quantidade de manga que os escravos consumiam devido à fartura dessa fruta, diziam que consumir manga e tomar leite poderia até causar a morte. Daí o folclore. Até hoje, a força dessa crendice se manifesta. Na verdade, a combinação manga com leite faz muito bem para a saúde, representando uma dupla altamente nutritiva.
Verdade. O leite de vaca não é recomendado para crianças com menos de 1 ano. Os bebês alimentados com leite integral de vaca (LIV) não obtêm vitamina E suficiente, ferro e ácidos graxos essenciais. Por outro lado, há a obtenção de muita proteína, sódio e potássio. Estes níveis podem ser muito altos para o sistema da criança suportar. A proteína e gordura do LIV são mais difíceis para uma criança digerir e absorver. A recomendação é que essas crianças sejam amamentadas ao peito ou com fórmulas fortificadas com ferro nos seus primeiros 12 meses de vida.
Mito. Não há evidências associando lácteos com asma. Por séculos, o leite foi acusado de aumentar a produção de muco e, por sua vez, várias outras condições como asma e ronco. Uma bateria de estudos concluída em 2005 indicou que não há ligação entre o consumo de leite e produção de muco ou asma. Em um estudo, os participantes infectados com vírus comum da gripe relataram sintomas de aumento na produção do muco após a ingestão de leite, mas quando sua produção de muco foi realmente mensurada, não houve diferenças estatísticas. Em outro estudo, não houve diferenças na sensação experimentada entre a ingestão de bebida a base de soja e leite de vaca. Isto não quer dizer que indivíduos não experimentem a sensação, mas na verdade que não há aumento real na produção de muco.
Verdade. A ingestão de carne vermelha e leite fortificado podem combater os níveis diminuídos de ferro. Quando este mineral está em falta causa anemia. Se severa o suficiente, principalmente em crianças, pode retardar o desenvolvimento cerebral e mesmo resultar em problemas de comportamento e função cognitiva prejudicada.
Verdade. Há um aumento da preocupação global sobre o papel dos alimentos na saúde e nas doenças crônicas. Leite e seus derivados são fontes importantes de proteínas e gorduras dietéticas das refeições de muitas culturas. Embora considerados alimentos com alto teor em colesterol, o leite e seus derivados não são os maiores contribuidores para o colesterol dietético, pois o leite integral contém 10 - 15 mg de colesterol/dL, enquanto o leite desnatado a 1% contém menos que 8 mg/dL de colesterol. As gorduras trans foram implicadas como fatores de risco para DCV (doenças cardiovasculares), devido ao seu efeito hipercolesterolêmico. Os riscos de DCV das gorduras trans ingeridas no leite e seus produtos são, contudo, muito pequenas comparadas ao risco do consumo de óleos vegetais hidrogenados.
Verdade. Leite achocolatado, por exemplo, é a última novidade em bebida esportiva, focando a atenção do mundo do fitness. Pode parecer incomum que a bebida cremosa de nossa infância possa beneficiar atletas, mas vários estudos recentes descobriram que beber leite após se exercitar pode ter efeitos positivos na regeneração e construção dos músculos e hidratação.
Mito. O leite aromatizado contém os mesmos 9 nutrientes essenciais que o leite puro: cálcio, potássio, fósforo, proteínas, vitaminas A, D e B12, riboflavina e niacina (equivalentes) e é uma alternativa saudável aos refrigerantes. O consumo de leite aromatizado ou puro com baixo teor em gordura ajuda a cumprir a recomendação dos guias alimentares de 3 porções ao dia.
Verdade. O café interfere na absorção do cálcio contido no leite, o que torna a mistura café-com-leite um alimento pouco eficaz. Vários fatores podem influenciar a biodisponibilidade de um nutriente. O café possui substâncias bioativas e que podem contribuir para as atividades antioxidantes.
Mito. Um relatório recente do National Dairy Council demonstrou que a ingestão adequada de alimentos ricos em cálcio tais como leite, queijos ou iogurte têm importante consideração para a promoção da saúde, ou, em outras palavras, na redução do risco de várias desordens médicas. Um experimento clínico controlado em adultos obesos demonstrou que o consumo de produtos lácteos, em particular o cálcio e vitamina D do leite, acelera significativamente a perda de gordura e perda de peso corporal.
Verdade. Os resultados de estudos clínicos confirmam que o iogurte combate a bactéria causadora de gastrite e úlceras estomacais. Os pesquisadores já sabiam há longo tempo que o iogurte, produto lácteo fermentado contendo bactérias vivas, é uma fonte saudável de cálcio, proteínas e outros nutrientes.
Verdade. Pode parecer como um conto de velhas, mas tomar uma xícara de leite quente encoraja o entorpecimento porque o leite contém propriedades promotoras do sono. Isso é graças ao seu teor em cálcio, o qual os especialistas em sono indicam como ajudante de relaxamento. É rico também em triptofano, que o organismo converte à serotonina - um hormônio natural que ajuda a adormecer. A sugestão é optar por leite desnatado, pois é menos engordativo, mas ainda contém alto teor em cálcio. Leite com alto teor gorduroso pode solicitar maior gasto do sistema digestivo e fígado, o que estimula a atividade digestiva, mantendo a pessoa acordada à noite.
Verdade. Os nutrientes do leite tais como cálcio, fósforo, magnésio, vitamina D e outros dão suporte ao desenvolvimento dos dentes e tecidos orais em crianças em idade tenra, o que ajuda a proteger contra cáries dentárias.
Verdade. O leite é considerado como o alimento mais perfeito da natureza por conter quase todas as substâncias essenciais para a nutrição humana. Embora o leite e seus derivados sejam voltados principalmente para nutrir os jovens, os nutricionistas geralmente incluem lácteos para equilibrar as dietas humanas de todas as idades.
Verdade. As recomendações para a ingestão dietética de cálcio têm aumentado para crianças e adolescentes a fim de maximizar o pico da massa óssea e por fim reduzir o risco de fraturas osteoporóticas. Os benefícios a longo termo do aumento da ingestão de cálcio durante o crescimento, se traduzem em redução de doenças muitas décadas depois. Os estudos demonstram que a suplementação da dieta com leite ou derivados resultam em efeitos persistentes na massa óssea.
Mito. Cálculos (litíase renal) nos rins não são ocasionados por ingestão de leite. Ao contrário da crença popular, o leite não provoca aumento de depósitos minerais nos rins, levando à formação de cálculos renais. As pesquisas na Universidade de Chicago mostraram que as pessoas podem consumir 600 mg de cálcio (a quantidade de 2 xícaras de leite) sem aumentar seu risco de formação de cálculos. Alguns estudos sugerem que a ingestão de leite está associada com taxas menores de formação de cálculos renais.